quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Evasão Escolar: O Planejamento como base para qualquer ação

           
 Segundo Chiavenato (1994), o planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente o que se deve fazer e quais objetivos devem ser alcançados, e visa dar condições racionais para que se organize e dirija a empresa ou seus departamentos ou divisões a partir de certas hipóteses a respeito da realidade atual e futura.
            O autor, Chiavenato (1997), ainda menciona que a elaboração do planejamento evita a adoção de ações improvisadas, casuais, contribuindo para reduzir o nível de incerteza e possibilitando maior segurança quanto ao desempenho da empresa.
Em se tratando de planejamento, de acordo com Maximiliano (2002) entende-se que Projeto são sistemas ou sequencias de atividades finitas, com começo, meio e fim bem definidos. Sendo assim o planejamento estratégico e o marketing são extremamente relacionados para encantar o cliente. Afinal o marketing será funcional se bem planejado. Mas a final o que é planejamento?
É preciso que haja planos para que a organização tenha seus objetivos e para que se estabeleça a melhor maneira de alcançá-los. Além disso, os planos permitem que a organização consiga e aplique os recursos necessários para a consecução de seus objetivos, os membros da organização executam atividades compatíveis com os objetivos e os métodos escolhidos e o progresso feito rumo aos objetivos sejam acompanhados e medidos, para que se possam tomar medidas corretivas se o ritmo do progresso for insatisfatório. (STONER, 1985, p. 98).

Ainda de acordo com BOGMANN, (2002), o planejamento nos diversos níveis organizacionais é uma atribuição importante dos administradores em todos os níveis, que sempre empregam parte de seu tempo a esta atividade. A proporção do tempo é variável, assim como o tipo de planejamento.
Os primeiros passos para desenvolver um planejamento envolvem a seleção de objetivos, suas divisões, seus departamentos, e assim por diante. Uma vez determinados os objetivos, estabelecem-se programas para sua consecução de maneira sistemática. É claro que, na seleção dos objetivos e no estabelecimento dos programas, o administrador leva em conta sua viabilidade e se eles poderão ser aceitos pelos administradores e pelos empregados da organização.
O planejamento é frequentemente classificado por sua dimensão e extensão. Alguns planos são bem amplos e visam atingir os objetivos organizacionais em longo prazo e com um maior impacto num período de cinco ou mais anos (BOGMANN, 2002, p. 30).

Os planos elaborados pela direção para a organização como um todo, podem ser para prazos que chegam a durar de cinco a dez anos. Numa grande organização, como uma multinacional, estes planos podem envolver compromissos de bilhões de dólares. O Planejamento em níveis mais baixos, pelos administradores intermediários, ou de primeira linha, abarca prazos muito mais curtos. Tais planos podem ser para o trabalho do dia seguinte, por exemplo, ou para uma reunião de duas horas a ser feita dentro de uma semana.
Os planos de negócios estão se tornando mais orientados para clientes e concorrentes. Além disso, são mais bem elaborados e mais realistas do que no passado. Os planos extraem mais dados de entrada de profissionais em todas as funções na empresa e são desenvolvidos em equipes. O planejamento está se tornando um processo contínuo, para responder a condições de mercado que mudam em grande velocidade. (KOTLER, 2000, p. 116).

O cliente em primeiro lugar. Essa frase exprime uma postura indispensável para que qualquer organização alcance o êxito. O objetivo comum a todas as empresas é fornecer soluções para as necessidades de seus clientes. De acordo com Meir, (2002), o cliente tem expectativas quanto à qualidade básica de um produto ou serviço que ele comprou. Qualidade e serviço devem acompanhar cada produto e serviço colocado no mercado.
Quanto ao planejamento, esta a frente às organizações que têm como diferencial planejamento estratégico em pequeno médio e longo prazo. Que tem como meta principal a inovação e planeja a fim de se destacar na área de atuação. Diante das exigências do consumidor, se faz necessário que a escola faça planeje meios pelos quais se evite a evasão escolar.
A evasão escolar prejudica grandemente as instituições particulares. Portanto, o gestor ao efetivar o planejamento estratégico precisa estar atento e implantar mecanismos para se evitar que aluno sai da escola. Fazer o máximo  para preservar a clientela.
Nossos clientes são aqueles que podem vir a utilizar nossos produtos. Por isso, dirigimos a eles os esforços para que se tornem nossos consumidores. Isso permite aumentar nossa faixa de mercado. Para os clientes são dirigidos os esforços para que nossos produtos melhorem continuamente, ou seja, tenham evolução no todo ou em seus elementos. Observa-se, então, que na verdade é essa evolução que transforma os clientes em consumidores. O futuro da empresa, assim, depende do cliente. (PALADINI, 2007. p. 24)

Sendo assim, o autor que nos transmitir que uma empresa depende em grande parte de seus consumidores para viver, e dos consumidores para sobreviver. Dessa forma é de fundamental importância o planejamento estratégico.
Outro ponto é determinar o nível de satisfação do consumidor.  Para se faz necessário que o planejamento esteja dando o direcionamento a organização. O monitoramento acompanha o perfil e as tendências dos clientes.

Matriz Swot

A análise de Swot é outra forma de se fazer a correlação da análise do ambiente, leva em consideração o ambiente externo e interno. São iniciais das palavras Strenghts, Weakness, Opportunities e Threats, que significam respectivamente: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.
Essa análise identifica quatro tipos de situação que podemos encontrar em uma empresa:
  • ·     Alavanca: quando uma oportunidade do ambiente encontra um conjunto de pontos fortes na empresa que podem ajudá-la a tirar o máximo de proveito da situação;
  • ·       Problema: quando uma ameaça do ambiente torna a empresa ainda mais vulnerável devido a seus pontos fracos;
  • ·     Restrição: quando uma oportunidade não pode ser aproveitada pela empresa, devido aos seus pontos fracos;
  • ·     Vulnerabilidade: quando existe uma ameaça à vista, mas a empresa possui pontos fortes que possam amenizá-las.


Os pontos fortes de uma organização não dependem apenas de suas próprias capacidades e recursos, mas das oportunidades e riscos que surgem a partir de coisas que estão fora de controle.
Dependendo da situação que se enfrenta, as oportunidades e ameaças aparecem, desaparecem e mudam o tempo todo, e os pontos fortes e fracos de sua organização mudam com elas.
Os pontos fortes são os fatores internos relacionados com a capacidade, recursos e habilidades que servem de base para o desenvolvimento estratégico, implantar planos e alcançar as metas que você estabeleceu para sua organização.
Os pontos fracos são os fatores internos relacionados com a falta de habilidades ou uma deficiência de capacidade e recursos em relação à concorrência que pode impedi-lo de desenvolver suas estratégias e planos ou alcançar suas metas.

            A Matriz Swot é fundamental para construção de um plano estratégico de ação em qualquer instituição. O planejamento é fundamental para a execução de qualquer projeto, e principalmente para gestão organizada, de qualidade. Planejar faz-se necessário para otimizar o tempo, diminuir gastos, organizar processos, garantir a eficiência e eficácia dos procedimentos.

REFERÊNCIAS

BOGMANN, Itzhak Meir. Marketing de relacionamento: estratégias de fidelização e suas implicações financeiras. São Paulo: Nobel, 2002.

CHIAVENATO, I. Administração: Teorias, processos e prática. 2ª edição. São
Paulo, Makron Books, 1994.

____________ Gestão de Pessoas. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010

____________ Introdução à Teoria Geral da Administração. 5ª ed. São Paulo:
Makron Books, 1997.

KOTLER, Phiplip. Administração de marketing. São Paulo: Prentice-Hall, 2000.

____________ Administração de Marketing: Análise, Planejamento Implementação e Controle. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 1998.

MAXIMIANO A. C. Administração de Projetos – Como transformar Ideias em Resultados. Brasil: Atlas, 2002.

PALADINI, Edson Pacheco. Avaliação Estratégica da Qualidade. 1ª Ed. São Paulo: Atlas, 2007

STONER, James A. Administração. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1985. 


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Gestão democrática


Evasão escolar: Marketing como mecanismo de ação

Segundo Kotler (1998), Marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros. Essa definição de marketing baseia-se nos seguintes conceitos centrais: necessidades, desejos e demandas; produtos (bens, serviços e ideias); valor, custo e satisfação; troca e transações; relacionamentos e redes; mercados e empresas e consumidores potenciais.
              Evasão escolar é um dos temas que fazem parte das reflexões do gestor escolar no cenário educacional. Mas esse tema não é responsabilidade única e exclusiva do gestor, deve envolver toda a comunidade escolar, em especial os pais e o Estado.
Em se tratando da educação, a legislação brasileira determina a responsabilidade à família e do Estado no dever de orientar a criança em seu percurso sócio educacional. Nessa temática a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação diz:
art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Nessa temática, observa-se é que, a educação deve ser plena no que se refere ao alcance de todos os cidadãos, assim como à conclusão de todos os níveis de escolaridade. Mas a evasão escolar vem adquirindo espaço nas discussões e reflexões realizadas pelas instituições.
As instituições educacionais particulares se preocupam grandemente com esse aspecto, pois é um tema de grande relevância, se faz necessário que se use de alguns mecanismos para o bom desempenho dessas organizações. Dentre esses temos o marketing.
Que é a habilidade de planejar e administrar as relações de troca da empresa com o seu segmento de mercado. Dessa forma, o objetivo fim é entender e atender seu público alvo com a maior presteza possível, para o bom desempenho da organização no que tange a fidelização da clientela.
A despeito disto, o que se observa é que, o marketing contribui consideravelmente com instituições educacionais ao desenvolver programas que contenham uma política de preços coerentes e comunicações eficazes, resultando em um aumento de satisfação da clientela. Sendo assim, os gestores devem acompanhar as tendências dos concorrentes e oferecer o que a de melhor para sua comunidade escolar.
Segundo Vavra, (1996), a qualidade do serviço prestado ao cliente é elemento-chave do marketing de relacionamento. O sucesso de um programa de fidelização depende desses componentes para se alcançar a satisfação máxima do cliente.
Para o bom andamento dos negócios se faz necessário satisfazer a necessidade e desejo do cliente, e estar sempre à frente das demais organizações que oferece o mesmo tipo de serviço. Contrárias àquelas que se preocupam com o seu público e estão constantemente voltadas para o estudo do consumidor, através da prestação do serviço de qualidade apresentando o diferencial.
Dessa forma, faz-se necessária a pesquisa de campo para averiguar quais são os desejos dos pais e alunos. Para isso, a instituição precisa ser visionária, estabelecer objetivos e estratégias, inovar e estar à frente dos acontecimentos. Campos esclarecer:
A garantia da qualidade do produto ou serviço está baseada no projeto, na produção(do produto ou serviço) e no marketing. O desdobramento da qualidade e controle de processo (análise do processo e giro do ciclo PDCA) garantem um bom produto ou serviço satisfatório (CAMPOS, 2004, p. 153).

Portanto, o gestor deve estar focado na prestação de serviço da unidade de ensino não deixando a missão ser esquecida. A partir do momento em que a instituição define sua missão, torna-se mais fácil estabelecer suas metas, os seus objetivos, os recursos de que precisa dispor de tal forma, que terá melhores condições para determinar as estratégias.
É bom ressaltar que a instituição de ensino vende um produto intangível que é a prestação de serviço. A aula, por exemplo, se não for prestada com qualidade, não tem como corrigir ou recuperar o que já foi passado para os discentes.
O marketing educacional dá o norte para as instituições no atendimento das solicitações da clientela. Dentre essas o acesso as informações da vida escolar dos filhos com muita rapidez e tranquilidade.
Agora que a Internet tornou-se um veículo popular de comunicações e marketing para um amplo aspecto de consumidores e grupos empresariais, é importante que algum tempo seja dedicado à consideração de problemas que podem ser enfrentados pelos profissionais de marketing na conquista de suas metas. (REEDY, 2001, p. 339).

Ao se fazer comunicação e transações, o cliente deve ser tratado como gostaríamos de ser tratados. A necessidade do cliente deverá estar em primeiro plano. Para tanto, se faz necessário que se proporcione uma conexão rápida, segura e que sempre haja melhorias no conteúdo de sua infraestrutura na Web.
Se uma empresa adota o TQC – controle de qualidade total, é atribuído ao controle da qualidade das vendas uma importância maior por um simples motivo: o consumidor é o rei. Desta maneira, invertem-se as posições: a do consumidor é superior e a da empresa inferior. (CAMPOS, 2004, p. 150).

Os clientes precisam ter segurança e satisfação prometida pelos produtos e serviços que lhe solicitam. Manter os clientes satisfeitos com suas mercadorias e serviços deve ser a estratégia final.
O marketing educacional tem por objetivo fidelizar a clientela e com isso evitar a evasão escolar. Para tanto, se faz necessário que haja um excelente atendimento ao cliente. Nesse cenário a orientação aos funcionários para o bom atendimento, é o clímax.
Segundo Chowdhruy, (2006), “quanto melhor você trata seus colaboradores, melhor eles tratarão seus clientes”. Toda empresa tem dois tipos de clientes, os externos e os internos. Nas instituições educacionais, além dos colaboradores, os alunos também são nossos principais clientes internos.
Mas se o funcionário não tem um bom desempenho da sua função e não trabalha em equipe, não se pode esperar prestação de serviço com qualidade. Dessa forma, cada escola tem que usar estratégia para assegurar que os clientes sejam tratados de maneira eficiente e eficaz para se evitar a evasão escolar.
Nesse contexto, o clima organizacional agradável fará com que toda equipe trabalhe em harmonia proporcionando momentos singulares aos alunos. Para tanto, é importante que o funcionário vista a camisa da organização e torne o ambiente de trabalho mais aprazível.
O ponto chave é delegar responsabilidades e reconhecer a importância que os colaboradores têm para o sucesso da instituição de ensino. Mostrar o quanto são capazes e valorizar o potencial de cada.
Outro fator de extrema importância é conquistar o funcionário motivando-os com: treinamentos; salário justo; motivação adequada e oportunidade de serem ouvidos. Com isso, terão melhor desempenho e comprometimento para melhor atender a comunidade escolar.
Quanto melhor o gestor tratar seus colaboradores, melhor tratarão a clientela, isso é o fundamento da qualidade. Um ambiente de trabalho assim proporcionará melhor desempenho acadêmico dos discentes, e com isso, evitará que os alunos abandonem as salas de aula.
A qualidade no atendimento é de extrema importância, para tanto, se faz necessário ouvir o que a equipe tem a dizer, pois eles estão em contato direto com a clientela.
Quanto mais o gestor ouvir seus professores, colaboradores e alunos, menos problemas terá para resolver dentro de um ambiente escolar. Os colaboradores sempre terão sugestões para melhorarias, afinal tem contato direto com o cliente. Essas sugestões ajudarão diretamente na tomada de decisões.    
Nesse caso, porém os padrões são definidos por nós mesmos, isto é, nossa meta é melhorar nossos próprios índices. Um corredor prepara-se para a Olimpíada por esse processo. Inicialmente, ele determina seus índices para, por exemplo, uma corrida de 100 metros. Depois de várias tentativas, percebe que sua média é de 20 segundos. Ele sabe que esse índice não o qualifica para a Olimpíada, mas isso não o preocupa nesse momento. Ele passa a perseguir a marca de 14 segundos. (PALADINI, 2007. p. 56).

De igual forma os gestores da instituição representados pelos orientadores e coordenadores precisam estabelecer metas que mobilize a equipe a fazer o melhor. Afinal antes de vender o produto ou serviço para os clientes, precisam convencer seus funcionários a comprar a ideia.
Pode-se defini-lo como a fixação de objetivos em função de um referencial estabelecido, ou seja, de “marcas” já observadas. Na prática, é um processo de acompanhamento do desenvolvimento de métodos, de processos, de operações, de bens tangíveis ou de serviços, para que possam ser implementadas em novas situações ou adaptadas para situações já existentes. (PALADINI, 2007. p. 56).

A honestidade é de fundamental importância. Sendo assim deve se evitar propaganda enganosa, e assegurar que ao colocar informações em site, ou em outros veículos de comunicação a promessa seja cumprida.
As informações devem ser de fácil entendimento e acesso para que haja satisfação na prestação do serviço. O marketing terá sua funcionalidade eficaz em instituições que priorize qualidade na prestação de serviço e produto bem superior ao da concorrência.
Para tanto, se faz necessário que a empresa tenha por um processo de organização continuada, o ciclo PDCA que é um método gerencial de tomada de decisões para garantir o alcance das metas necessárias a sobrevivência de uma organização.
Nessa temática, faremos menção detalhada do ciclo que é de fundamentação importância para a sobrevivência da empresa. De acordo com Vieira, (2010), o “P” do verbo planejar. Nesta etapa, são definidas as metas que se deseja atingir. Normalmente, no ano anterior são traçadas as metas para o ano seguinte. Estas metas devem ser cuidadosamente definidas e algumas informações são extremamente importantes, como conhecer as tendências do mercado.
Nessa face do ciclo algumas informações são de extrema necessidade como saber o que o cliente deseja, conhecer os fornecedores, analisar as tendências do país e do mundo globalizado. Definir metas a serem seguidas há curto, médio e longo prazo. Cabe ressaltar que é o momento no qual se determina os métodos para alcançar as metas.
Segundo Vieira, (2010), o “D” é do verbo executar. Aqui, todos os envolvidos são treinados em procedimentos que têm como base as metas estabelecidas, realizam atividades e colhem dados.
Momento no qual se faz necessário o comprometimento e colaboração dos funcionários devem ser treinados e com esmero colocar em prática as metas estabelecidas pela organização. Os dados colhidos devem ser analisados e definidos. É a face de educar, treinar e executar o trabalho.
Na página 25 Vieira continua explicando o ciclo, agora falando da letra “C” do verbo verificar. Esta é uma etapa puramente gerencial, que verifica se o que foi executado está de acordo com as metas estabelecidas. É nessa etapa que se verifica os efeitos do trabalho executado.
No último ciclo, o “A” faz referencia ao verbo atuar. Aqui, a atuação é corretiva, ou seja, caso a operação realizada não esteja de acordo com o planejamento, deve-se atuar corretivamente com planos de ação para correção de rumo visando atingir a meta estabelecida.
A melhoria continuada é feita a partir do momento em que as metas estabelecidas são atingidas. É o momento de promover ações corretivas. O ciclo PDCA é de fundamental importância para o marketing de toda e qualquer

Todos na instituição devem estar engajados com o plano de marketing, e conscientes de todas as suas etapas, todos as colaboradores, professores e gestores devem sentir-se motivados e participantes do processo. Dessa forma se evitará a evasão escolar.

REFERÊNCIAS

CAMPOS, Vicente Falconi. TQD Controle da Qualidade Total. (no estilo japonês). 

CHOWDHURY, Subir. O sabor da Qualidade, tradução Márcia Cláudio Reynaldo Alves, Rio de Janeiro: Sextante, 2006.

KOTLER, Phiplip. Administração de marketing. São Paulo: Prentice-Hall, 2000.

____________ Administração de Marketing: Análise, Planejamento Implementação e Controle. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 1998.

PALADINI, Edson Pacheco. Avaliação Estratégica da Qualidade. 1ª Ed. São Paulo: Atlas, 2007

VAVRA, Terry G. Marketing de relacionamento (after marketing), 1ª Ed. São Paulo: Atlas, 1996.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Gestão democrática e Avaliação institucional


Disciplina Escolar

Na atual conjuntura a indisciplina é um dos fatores que mais dificulta o desenvolvimento das atividades pedagógicas no âmbito escolar. As causas são diversas e neste sentido a família e a escola estão em constante embate atribuindo uma à outra a responsabilidade pela exposição de regras para as crianças, regras estas que na maioria dos casos chegam até eles como forma de imposição, não levando a uma reflexão uma vez que ele não participou do processo de elaboração das mesmas.
Com objetivo de mediar este embate e sensibilizar escola, família e comunidade para a responsabilidade de cada um no papel de educador estamos propondo o seguinte plano de ação. Plano este  que  traz em seu bojo um estudo sobre a Indisciplina no âmbito escolar  e suas possíveis causas, bem como propõe ações para amenizar o problema.
A indisciplina representa um problema a ser pensado sob a perspectiva da gestão escolar, pois se configura como um complicador  ao exercício do trabalho pedagógico. É preciso lançar um olhar diferenciado sobre o problema para que se consiga descobrir em quais momentos ela é mais acentuada e quais fatores sociais, pedagógicos e psicológicos contribuem para que ela aconteça.
Um dos fatores apontados pelos educadores como agravante do processo de indisciplina no âmbito escolar é a ausência de regras ou a indisposição dos alunos para obedecê-las. A ineficiência da família em cumprir sua função educadora é outro fator, uma  vez que cada dia mais os pais ausentam-se dos lares e tomam espaço no mercado de trabalho delegando à escola e aos professores à responsabilidade pela educação integral de seus filhos.
Em contra partida a ineficiência do professor no planejamento de suas aulas se configura como outro problema. Visto que muitos conservam uma postura inadequada frente ao aluno impondo-lhes um modelo de ensino ultrapassado e mecânico, bem como ferindo sua autonomia e pouco auxiliando em sua formação crítica.
A questão fundamental é a observância de regras. Sejam elas na sociedade, no meio familiar ou escolar. A criança ou o adolescente não pode ser indiferente a estas.

[...] crianças precisam sim aderir a regras e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os ‘limites’ implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo: o que não poderia ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência de posição ocupada dentro de algum espaço social – a família, a escola, e a sociedade como um todo. LA TAILLE (1996)

Partindo deste pressuposto é preciso que a escola e a família possam trabalhar juntas para que a criança possa compreender as regras, não como instrumento de castração, mas como condição necessária ao convívio social.
Impor limites à criança contribui para que ela modifique o próprio comportamento sem prejudicar sua autoestima. De acordo com Maldonado (1986, p. 106), impor limites “consiste, essencialmente, em ‘delimitar terreno’”, para que outra pessoa saiba onde está pisando ou, em outras palavras, possa discernir claramente o que é permitido e o que é proibido.
Os pais ou professores não podem ter medo de impor limites, arranjar desculpas por não fazer isso ou sentir-se inseguros ao impor os limites à criança. Essas atitudes fazem com que eles percam a autoridade quanto às regras impostas. Almeida (2008, p. 84) completa esse pensamento ao afirmar que, “quando os limites são colocados à prova, a criança não pode ganhar. Do contrário terá a certeza de que está comandando a situação”.
Vichessi (2009) entende indisciplina como “transgressão de dois tipos de regra”:

As primeiras [regras] são as morais, construídas socialmente com base em princípios que visam ao bem comum, ou seja, em princípios éticos. Por exemplo, não xingar e não bater. Sobre essas, não há discussão: elas valem para todas as escolas e em qualquer situação. O segundo tipo são as chamadas convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos. Aqui entram as que tratam do uso do celular e da conversa em sala de aula, por exemplo. Nesse caso, a questão não pode ser fechada. Vichessi (2009, p. 79).

A existência desses dois tipos de regras inevitavelmente gera incompreensão por parte dos professores e dos próprios alunos. Se determinados tipos de regra variam entre os ambientes escolares, torna-se confuso, para a comunidade escolar, saber quais atos são de indisciplina ou mesmo como proceder e cobrar atos de disciplina.
Embora haja comportamentos intransferíveis e imutáveis, visto que são inerentes ao bom caráter de qualquer ser humano, manter um ambiente de disciplina ou não cair na indisciplina requer posturas cada vez mais voltadas à realidade do tempo em que se insere a comunidade escolar; ou seja, não podemos adotar, como modelo disciplinar, comportamentos vigentes no início do século XX ou nos anos 70 desse mesmo século, afinal a realidade do mundo no geral é outra. A respeito disso, Vichessi (2009, p. 79-80) assim se posiciona: “O movimento contínuo de construção e reavaliação de regras, mais o respeito a elas, é a base de todo convívio em sociedade. Da mesma forma que os conflitos nunca vão deixar de existir na vida em comunidade – no contexto escolar especificamente –, eles também não vão desaparecer. Saber lidar com eles faz com que você consiga trabalhar melhor [...]“.
É preciso buscar a causa que desencadeia a (in)disciplina, para escolher estratégias que serão aplicadas antes mesmo das consequências. Para Vichessi (2009, p. 80), “não adianta exigir que os alunos cumpram as tarefas, se a estratégia de ensino e o tema não dizem nada a eles”.
É preciso, portanto, que as crianças compreendam por que seguem determinadas regras, mesmo que sejam impostas por terceiros. Devemos direcioná-las à essência de tais regras, a fim de que possam reelaborá-las de acordo com a situação vivenciada. Tal reelaboração não é sinônimo de falta de autoridade. “A autoridade é fundamental para o bom andamento das relações” (VICHESSI, 2009, p. 80).
Groppa (2002, p. 22) também comenta que seguir ou transgredir regras são atitudes preventivas ou geradoras de indisciplina, podendo desencadear situações de violência. Por exemplo:
[...] quando alguém, por vontade própria, causa danos à dignidade de outra(s) pessoa(s). Isso pode ser feito de maneira explícita, por exemplo quando atentamos contra a integridade física do outro ou seus bens materiais ou de matéria simbólica, como quando afrontamos sua integridade moral ou sua participação social. Contra a primeira, temos o direito. Contra a segunda, apenas a ética democrática [...].

No cotidiano escolar, a indisciplina é consequência da violência latente ou explícita, que a cada dia se externa com mais frequência, desde situações em que impedimos a participação equitativa de todas as crianças e jovens no dia a dia escolar ou desconfiamos de suas potencialidades, recusando-nos a oferecer o que lhes é de direito, até atos que colocam em risco a autoestima positiva de determinados alunos.
Nesse turbilhão de procedimentos e consequências, ser professor, nos tempos atuais, está cada vez mais complicado, uma vez que muitos são os desafios encontrados nessa profissão. Talvez fosse melhor substituir o termo “professor” por  “educador”, uma vez que esse tipo de profissional tem que estar preparado para a realidade a ser enfrentada: saber lidar com os problemas que vão surgindo ao longo da carreira. Desde o início da carreira, logo se percebe que o que funciona com uma turma não funciona com a outra, o que funcionava no passado já não tem êxito no momento presente.
Vivemos em um mundo em constante mudança e precisamos compreender isso, para adequar nosso dia a dia à realidade enfrentada perante atos considerados como indisciplina, ultrapassando assim os obstáculos que encontramos. Parece ser algo simples, mas não é bem assim, se levarmos em conta a falta de consideração e respeito com que a sociedade trata o professor.
Então, quando se deparam com problemas geradores de indisciplina, muitos professores não sabem o que fazer. Alguns pensam que devem ser radicais e não devem tolerar nenhuma atitude que demonstre desrespeito à sua autoridade; outros pensam que, sendo “camaradas”, “liberais”, não terão que enfrentar tais problemas; outros, ainda, conformam-se e deixam tudo como está.
A perda de autoridade do professor tanto no que se refere ao conhecimento, quanto à postura em sala de aula também é um gerador de indisciplina. É comum observar que nas salas em que o professor esta motivado e utiliza uma metodologia que desafia o aluno estimulando-o para a produção de seu próprio conhecimento a indisciplina é pouco recorrente.

“o comportamento indisciplinado esta diretamente relacionado a ineficiência da pratica pedagógica desenvolvida: metodologias que subestimam a capacidade dos alunos, constantes ameaças visando o silencio da turma”. REGO (1996, p.100)

É também fato constatado que na atual conjuntura o aluno não aceita mais o modelo de educação retrograda e ultrapassado onde ele é um ser passivo e precisa desenvolver atividades de forma mecânica. Visto neste modelo mecanicista ele se rebele e reage de maneira pouco amistosa desafiando o professor visto aqui como alguém que deseja impor sua força, seu poder, sua autoridade. Contudo não se pode apontar apenas este fator como causador da indisciplina crescente, pois é sabido que o meio social em que a criança está inserida também contribui para seu desajustamento. A mídia, os modelos estereotipados e a negligência  familiar causam um dano enorme ao espaço escolar uma vez que a criança chega sem limites e é preciso que o professor e equipe pedagógica envolvam esforços para ensiná-las princípios que deveriam ser ensinados em casa por  seus familiares.

“a indisciplina em sala de aula não se deve essencialmente as falhas da pedagogia, pois esta em jogo o lugar que a escola ocupa hoje na sociedade, o lugar que a  criança e o jovem ocupam, o lugar que a moral ocupa”. LA TAYLE(1996)

Visto por este lado o fator indisciplina tem uma raiz bem mais profunda ela está no meio, na sociedade e na inversão de valores morais.
Vasconcellos (1997) em seu livro “Os desafios da Indisciplina em Sala de Aula”, lança um olhar sobre este tema mostrando sua complexidade e evidenciando a necessidade de enfrentamento conjunto entre as diversas  áreas do conhecimento, como a Sociologia, Antropologia, Psicanálise, Ética, Política, Psicologia, Economia, História, Tecnologia, Comunicação Social. Outro ponto colocado no livro é a sensação de não poder dos educadores descrita abaixo
A sensação de não-poder talvez seja hoje um dos maiores obstáculos epistemológicos a serem enfrentados. É impressionante como o professor acabou assimilando a ideia de que não tem forças, de que não pode, de que a solução dos problemas está fora dele.
Muitas vezes, sente-se desgastado, destruído, traído, usado, acusado, desprezado, humilhado, explorado. Neste contexto, colocar a "culpa" fora dele pode ser a saída inconsciente de autoproteção, não por ser relapso, mas sim porque no fundo acha que não pode, não tem força para mudar. Quando questionado sobre os problemas, vai logo apontando: "É a família", "É o sistema". Ao fazer isto, esvazia sua competência profissional e existencial; perde o senso crítico, pois não consegue se situar diante do real; perde a autoridade, já que não é responsável por nada. Está marcado pelo impossível, pelo não-poder. Frequentemente, o colocado por ele como condição para iniciar a caminhada é justamente o resultado de um processo de lutas e conquistas.

É necessário, portanto abordar o tema considerando sua complexidade e os obstáculos que se agigantam no meio do caminho, contudo assumindo cada um sua responsabilidade e comprometendo-se em observar o espaço escolar continuamente, fazer investigações para que a realidade uma vez percebida de diversas formas possa ser mudada. Neste processo faz se necessário trabalhar  a relação professor-aluno estreitando laços, e criando junto com os educandos as regras de convivência do espaço escolar para que se sintam parte de uma organização, de um sistema, de uma instituição.

Referências Bibliográficas:

ALMEIDA, Daniele. À beira do caos. Nova Escola, n. 218, p. 84-87, dez. 2008.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação do temas transversais ética. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, MEC/SEF, 1997.v. 8.

CASASSUS, Juan. O clima emocional é essencial para haver aprendizagem. Revista Escola, n. 218, p. 28-32, dez. 2008.

FERNANDES, Celina. Revista Escola, n. 222, p. 34, 2009.

GROPPA, Julio Aquino (Org.). Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. 2. ed. São Paulo: Summus, 1996.

______. Violência na escola, violências da escola. Nova Escola, n. 152, p. 22, maio 2002.

LA TAILLE, Yves de. A indisciplina e o sentimento de vergonha. In: GROPPA, Julio Aquino (Org.). Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. 2. ed. São Paulo: Summus, 1996. p. 9-24.

LEVISCHI, Beatriz. De portas abertas para a sociedade. Nova Escola, n. 1, p. 31-37, ago. 2008. Edição especial.

MALDONADO, Maria Tereza. Comunicação entre pais e filhos: a linguagem do sentir. 8. ed. Petrópolis:  Vozes, 1986.

REGO,T.C.R.; A indisciplina do ponto de vista dos professores e dos alunos. In: Aquino, J.G (org ). Indisciplina na Escola.11 ed. São Paulo: Summus, 1996.p 87 et seq.

REPULHO, Cleuza. Assim não dá! Culpar a família pelo desempenho do aluno. Nova Escola, n. 222, p. 30, mai. 2009.

TAYLLE,Y.de L. A indisciplina e o sentimento de vergonha. In: Aquino, J.G (org ). Indisciplina na Escola.11 ed. São Paulo: Summus, 1996.p 87 et seq.

VASCONCELLOS, Celso  dos S. Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. 7.ed. São Paulo: Libertad, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S.: Os Desafios da Indisciplina em Sala de aula. São Paulo: Fde, 1997.

VICHESSI, Beatriz. O que é indisciplina? Nova Escola, n. 226, p. 78-89, out. 2009.

domingo, 3 de março de 2013

Evasão Escolar em Escolas Particulares

A evasão escolar segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa é considerado o mesmo que deserção escolar. Nesse trabalho entendemos evasão de nossas instituições de ensino não como abandono escolar, mas como uma decisão de não regressar a instituição deixando de renovar sua matrícula para o próximo ano letivo, buscando outra escola. Trabalharemos mais com a noção de transferência de migração ao falarmos de evasão.
Não existe uma única causa que provoque a evasão, há que se ampliar o olhar sobre o fenômeno. Ela é uma culminância de fatores que pode ter um elemento desencadeador, como o momento financeiro da família por exemplo.
Raramente existe um único motivo, pois mesmo a questão financeira não ocasiona o desligamento imediato. Se houver uma satisfação com a classe, com a instituição de ensino, professores, etc., a família do estudante faz de tudo para continuar seus estudos.
É um conjunto de fatores que, de forma agregada, fomenta a evasão. Para tanto é importante fazer uma análise minuciosa que inclui não somente ouvir o aluno evadido e sua família, mas acompanhar a taxa de evasão, comparando com outras variáveis.
Os fatores que levam a evasão podem ser divididos em dois pontos: de um lado pontos da própria instituição de ensino e, de outro, pontos relacionados ao aluno e sua família. Com relação à instituição de ensino, podemos destacar:
·         A infraestrutura como um todo, prédios, salas de aula, áreas sociais, biblioteca, etc.;
·         Atendimento prestado ao aluno seja pelo corpo docente, colaboradores ou administração;
·         Falta de dinâmica dos professores que tornam as aulas repetitivas, sem criatividade e cansativas;
·         Processos e trâmites burocráticos;
·         Lentidão do atendimento às demandas acadêmicas ou administrativas;
·         Canais de comunicação com os pais;
·         Qualidade do(s) docente(s), com relação a didática, acessibilidade  e clareza com o aluno;
·         Imagem da instituição percebida pela sociedade e outros.

Com relação ao aluno, destacamos:
·         O desempenho acadêmico insatisfatório seja em função de bagagem previa ou motivacional, e por consequência a reprovação;
·         Situação financeira;
·         Não identificação com a sistemática e proposta de ensino da instituição; mudança familiar para outra localidade;
·         Doenças crônicas;
·         Deficiências no transporte escolar;
·         Problemas domésticos como separação dos pais e outros.

Não há como falar de evasão de transferência de alunos sem focar na fidelização desse aluno. O que faremos para evitar a evasão como instituição educacional? Sob o ponto de vista de Barlow (1992), fidelização é uma estratégia que identifica, mantém e aumenta o rendimento dos melhores clientes numa relação de valor agregado, interativo e centrado no longo prazo.
As estratégias de fidelização são extremamente relacionadas com as estratégias de Marketing de Relacionamento. Um cliente fiel automaticamente terá um relacionamento com a marca a qual escolheu ser fiel. No entanto, é necessário relembrar que, segundo Ward e Dagger (2007), nem todos os consumidores querem desenvolver relacionamentos com todos os fornecedores de serviços.
Até pouco tempo atrás, muitas organizações tinham como principal foco conquistar seus clientes. Porém, perceberam que atualmente, é muito mais importante reter os clientes, para depois criar estratégias de conquista de novos clientes em potencial. Desse modo, começaram a criar relacionamentos mais fortes e duradouros com os clientes que considerassem de maior valor para a organização.
Ainda de acordo com Ward e Dagger (2007), relações fortes contribuem para a percepção de qualidade e aumentam a satisfação do consumidor e a lealdade aos serviços oferecidos pela organização. Assim, clientes com um alto grau de relacionamento com a organização apresentam grande probabilidade de perceber o serviço oferecido como de maior qualidade. Isso faz com que o cliente veja a fornecedora de serviços como uma primeira opção no processo de decisão. Além disso, provavelmente esses clientes terão maior satisfação e, por consequência, poderão ser mais fiéis à organização.
No contexto industrial e de serviços, o conceito de cliente é utilizado para denominar alguém que, na maioria dos casos, tem uma boa noção do que deseja ao demandar por um bem ou serviço. Alguém que espera ser atendido com qualidade. Alguém que é impactado por nossos produtos e serviços (GOMES, 2009, p. 113).

Entende-se que a fidelidade dos clientes ocorre no momento em que a empresa é capaz de satisfazê-los de tal forma que estes passem a definir um valor especial à marca. Segundo Cardoso (2007), conquistar a fidelidade do cliente é, cada vez mais, o desafio de empresas e profissionais preocupados não só com a sua competitividade, mas com sua própria sobrevivência no mercado.
Alcançar esse objetivo, entretanto, requer uma série de cuidados. Em princípio, convém considerar que fidelidade é um tipo de comportamento complexo. Seja no campo das relações afetivas ou comerciais, fidelidade significa, em síntese, confirmação de uma escolha, opção exclusiva por algo ou alguém e permanência dessa opção num determinado tempo.
Segundo Gomes (2009) a escola tem um leque de clientes, e para cada um deles ela precisará conhecer as necessidades, expectativas e desejos. A missão da escola estará cada vez mais consolidada a partir do momento em que ela entenda quem são seus clientes e o que precisa realizar internamente para surpreender cada categoria. Fukui ressalta a responsabilidade da escola afirmando que:
O fenômeno da evasão e repetência longe está de ser fruto de características individuais dos alunos e suas famílias. Ao contrário, refletem a forma como a escola recebe e exerce ação sobre os membros destes diferentes segmentos da sociedade (BRANDÃO, 1983, p.56).

Para efetivar um controle da evasão é importante implantar um processo sistêmico de acompanhamento dos gargalos focando em alguns pontos essenciais: acompanhamento de inadimplência, acompanhamento de rendimento acadêmico, de tempo de respostas de demandas, acompanhamento de utilização dos canais de comunicação para reclamação e esclarecimentos, dos comentários nas redes sociais, acompanhamento das correlações dos itens anteriores com a avaliação institucional, criação de enquetes sobre a satisfação no decorrer do ano, e outros.
Para levantar dados como esses, é de fundamental importância a realização de avaliação institucional para que se obtenham informações que servirão como ferramenta de sustentabilidade para mapear a maneira ideal de atender os alunos e suas famílias de acordo com o esperado. Talvez não possamos intervir nos fatores relacionados à vida particular do aluno que o levam a evasão de nossas instituições, mas podemos minimizar os fatores relacionados à nossa atuação como escola. Temos que providenciar mecanismo de ouvidoria para atender a clientela.
[...] uma escola precisa estar voltada para o cliente. Ouvir e falar com eles. Ou seja, relacionar-se com os seus usuários. Precisa criar uma Estratégia de Capitação, Retenção e Relacionamento com os alunos, responsáveis, comunidade, entre outros (GOMES, 2009, p. 116).

Muitos problemas seriam evitados se houvesse meios para ouvir o cliente com atenção dando real importância às solicitações.  Afinal o gestor precisa ter foco no cliente e no mercado. Ter plena certeza da maneira pela qual sua marca está sendo propagada. Buscar a excelência.
A escola que aprende sobre seus clientes consegue ser uma escola boa, pois estará adequando o seu produto, a sua metodologia e seus serviços às reais necessidades do cliente (GOMES, 2009, p. 136).

            Nessa temática vemos que a escola que aprende sobre seus clientes tende a estar à frente das adversidades. Sendo assim, poderá atender seus clientes de forma mais específica sabedores de seus gostos e aspirações.
O desafio de gerenciar uma escola retendo uma clientela satisfeita precisa de uma visão que reconheça e estabeleça mecanismos para acompanhar os indicadores de qualidade de ensino e gestão.
O constante aprimoramento das estruturas do trabalho nas organizações, avaliação dos resultados, processos e atividades, apontam para uma evolução na direção da satisfação das necessidades do cliente, pois busca aspectos que acompanham as mudanças do mundo.
A tendência da clientela é perceber os benefícios que a instituição oferece a fim aproximá-los das oportunidades de crescimento, do desenvolvimento de habilidades, das expectativas do mundo. Dessa forma, a escola precisa desenvolver a necessidade de reavaliar seus objetivos propostos às novas descobertas, numa medição contínua dos desempenhos.

Dessa forma, atendendo as necessidades imediatas dos alunos, e apresentando inovações, mostrando que busca o melhor para seus clientes, a evasão não será motivo de preocupação, e estará dentro do aceitável e esperado.

REFERÊNCIAS

BARLOW, R. Relationship Marketing: The ultimate in customer services, Retail Control,1992.

BRANDÃO, Zaia et alii. O estado da arte da pesquisa sobre evasão e repetência no ensino de 1º grau no Brasil. In: Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 64, nº 147, maio/agosto 1983, p. 38-69.

GOMES, Débora Dias. MBA Educação: A Gestão Estratégica na Escola que Aprende. Qualitymark, 2009.

WARD, T.; DAGGER, T. The complexity of Relationship Marketing for Service Customers. Brisbane: Journal of Services Marketing, 2007.