quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Uma nova gestão escolar

Valorização dos profissionais, organização do tempo e do espaço escolar, ampliação da jornada, projeto político-pedagógico... Itens sempre presentes quando se fala na gestão da escola pública, mas que podem se estender a todas as escolas. O assunto foi tema do I Seminário Internacional de Boas Práticas em Gestão Escolar, realizado em 2014, em Brasília, pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). Um dos pontos debatidos foi a importância da gestão participativa. Para a professora Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde, professora do Departamento de Planejamento e Administração Escolar da Universidade Federal do Paraná (Deplae/UFPR), na época diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC)a gestão escolar se constituiu, nos últimos anos, em uma das temáticas mais importantes, no sentido de transformar a educação com base na realidade que se tem na escola. “É exatamente na figura do diretor escolar que se promove essa gestão, uma gestão democrática, colegiada e que vai fazer a diferença na educação”, afirma a professora.
Já para Ricardo Henriques, superintendente do Instituto Unibanco, é preciso coerência entre os pontos operacionais, táticos e de rotina no ambiente escolar. “Esses pontos articulados como princípios, competências e requisitos são uma combinação que dá maior ou menor qualidade na gestão. E gestão de qualidade está associada, necessariamente, a resultados”, enfatiza. Ele completa que esses resultados estão inseridos no propósito fundamental da educação, que é o foco no aluno, a fim de que ele tenha acesso, permaneça e retorne à escola e haja resultado de aprendizagem e de equidade. SegundoHenriques, são justamente nesses pontos que estão os desafios da gestão contemporânea.
A professora Yvelise comenta ainda que a análise de resultados dos processos avaliativos internos da escola e da avaliação em larga escala pode e deve ser considerada referência para o planejamento participativo, assim como indutor de políticas educacionais necessárias às demandas da escola e da educação. Mas, para efetivar a aprendizagem a todos os alunos, é preciso garantir a formação continuada dos profissionais da escola, com foco no conhecimento das matrizes teóricas e legais referentes às políticas curriculares como base para mudanças e inovações. Yvelise ainda chama atenção para o fortalecimento dos canais de participação dos pais e dos estudantes na escola, considerados sujeitos ativos do processo educativo.
Diagnóstico
A análise das avaliações educacionais externas e internas para orientar as ações pedagógicas também é considerada por Ricardo Henriques um fator essencial para a gestão escolar eficiente. “Trata-se de um desafio que pressupõe capacitação dos gestores para o uso dos indicadores em suas práticas. As avaliações devem servir de parâmetro para a construção de um diagnóstico adequado, baseado em evidências empíricas quantitativas e qualitativas. Diante do diagnóstico, o gestor precisa definir metas concretas e tangíveis para a aprendizagem dos estudantes”, afirma. Henriques lembra que cada secretaria de Educação precisa desenhar um plano que sirva de baliza para os objetivos de aprendizagem dos estudantes daquela rede de ensino. “A secretaria [de Educação] tem a responsabilidade de [obter] uma visão do conjunto da rede e, portanto, deve fornecer a cada escola metas a serem alcançadas”, defende. A direção da escola tem a responsabilidade de analisar, comentar e criticar as metas sugeridas pela secretaria e, finalmente, definir o compromisso de realização das metas, de modo articulado com a participação ativa de professores, profissionais da educação, estudantes e familiares. O especialista destaca ainda que as metas devem considerar os fatores determinantes e o contexto específico de cada escola. E, ao final, é desejado um alinhamento entre as metas individuais de cada escola e as metas globais da secretaria, uma vez que a rede de ensino precisa avançar em conjunto.
Para enfrentar o desafio de assegurar uma educação de qualidade para crianças e jovens do Brasil, são necessários esforços em várias frentes. Entretanto, a gestão estratégica orientada para resultados de aprendizagem e de equidade, traduzida em sua dimensão tática de operação de um plano de ação global e consistente, com rebatimento na gestão eficiente da rotina dos recursos pedagógicos, humanos, financeiros e de infraestrutura, tem peso crucial nessa equação e influencia direta e qualitativamente a aprendizagem dos estudantes.
Fonte:http://www.gestaoeducacional.com.br/index.php/reportagens/gestao/1214-uma-nova-gestao-escolar
acessado em 11/11/2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Escola é lugar de punição ?

Escola é lugar de punição ?

Flávia Vivaldi
Foto: Shutterstock
Precisei de alguns dias para digerir e trazer para a reflexão a seguinte reportagem: “Lei obriga aluno que não se comporta a lavar o banheiro da escola”. Veiculada pelo “Jornal Nacional” no final de setembro, ela trata sobre um projeto piloto desenvolvido em uma escola municipal de Campo Grande que resolve casos de “indisciplina” por meio de punições. A proposta virou lei e, hoje, todas as instituições da cidade “são obrigadas a aplicar medidas educativas para quem comete alguma infração no ambiente escolar”.
Confesso a vocês que a notícia me desestabilizou! Não em função das teorias que utilizamos para fundamentar nosso trabalho, mas pelo temor sobre o que está por trás desse projeto: a convicção de que o controle se dá pela punição.
Ao ler a matéria fiquei ainda mais preocupada por constatar que a iniciativa partiu da Promotoria da Infância e da Juventude. Isso nos leva a supor que a escola, de fato, não sabe mais o que fazer e precisa recorrer a instâncias externas.
Outro ponto que me chamou a atenção foi a explicação do promotor: “Dentro desse programa, com a força dessa lei, nós aplicamos [a punição] quase que imediatamente. Dentro de 48 horas, no máximo, o aluno está sendo levado a uma ação pedagógica, para reparar esse dano (sic)”. Fica evidente, por meio dessa fala, que a própria promotoria tem ideias absolutamente contrárias àquelas que defendemos em relação às sanções favoráveis para o desenvolvimento da autonomia. Como assim ação pedagógica para reparar? Elas só seriam pedagógicas se estivessem relacionadas ao dano causado, havendo, portanto, a força da reciprocidade em sua aplicação.
Além disso, também é extremamente questionável a escolha da punição, uma vez que ao qualificar a limpeza da instituição como punição aos infratores, considera-se  essas tarefas, ou até os responsáveis por elas, como inferiores – afinal, se não fossem vistas dessa maneira, não seriam as escolhidas para castigar. É lastimável! Enquanto países como o Japão trabalham para a formação integral do ser humano, incluindo no currículo, desde a Educação Infantil, as tarefas de limpeza dos ambientes coletivos como uma responsabilidade de todos, no Brasil temos atitudes como essa, que deslocam uma atividade que deveria ser compartilhada para o lugar da PUNIÇÃO.
Eu não tenho dúvidas de que há por parte dos envolvidos – instituições de ensino e promotoria – boas intenções. No mínimo, visam oferecer para a comunidade escolar um ambiente menos conflituoso e desrespeitoso. O que me causa inquietação é o significado de atitudes como essas, ou seja, o fato de ser um trabalho mais voltado para obediência do que para a autorregulação. E isso nem sempre é levado em conta pelos órgãos competentes. Minha sensação é de estar fazendo uma viagem ao passado, quando o lema da Educação era a obediência e o cumprimento das convenções sociais.
Diante disso, me surgem diversas perguntas: Queremos ou não uma transformação social? Acreditamos ou não na Educação como possibilidade de mudança? Qual é a Educação que transforma: a que adestra ou a que provoca reflexão, autorregulação e implicação na vida social?
Com todo o respeito às instituições que estão legalizando a punição das infrações nos ambientes escolares, mas quando nem elas têm o conhecimento sobre os diferentes tipos de conflito, de maneira que classificam todos eles como indisciplina, concluo que se deseja mais do que tudo a disciplina no sentido stricto: submissão e obediência à autoridade.
Desse jeito, não há como alcançar, como todos nós almejamos, o objetivo de formar sujeitos autônomos, críticos e engajados com as diferenças sociais. O máximo que conseguimos é a manutenção da heteronomia. E o que isso significa? Que os sujeitos serão guiados pelas consequências e/ou recompensas provenientes de seus atos, ou seja, agirão por interesse e não em nome dos princípios morais necessários à convivência humana respeitosa.
Defendo, portanto, que as escolas tenham clareza  sobre os objetivos expressos nos discursos e documentos oficiais, compreendam como eles se relacionam com os princípios da instituição e reflitam sobre a coerência entre eles e as ações desenvolvidas.
Fonte:http://gestaoescolar.abril.com.br/blogs/aluno-em-foco/2015/10/30/escola-e-lugar-de-punicao/
acessado em 05/11/2015

Que atitude tomar quando a conversa não resolve mais?

Que atitude tomar quando a conversa não resolve mais?

Flávia Vivaldi
Foto: Shutterstock
Embora formar alunos autônomos seja um objetivo comum entre os educadores, muitas dúvidas ainda pairam sobre as práticas do dia a dia. Por exemplo, não raro ouço a seguinte pergunta: “Já tentei conversar, mas não tem funcionado. O que devo fazer?”. Começo dizendo que a resposta para essa questão está no conhecimento sobre os tipos de sanções e as respectivas consequências na formação do sujeito.
Em geral, nossa formação pautou-se por uma relação em que a obediência ao adulto era inquestionável. Portanto, diante de uma situação de descumprimento à regra ou de rebeldia, a criança enfrentava as consequências impostas e que eram reconhecidas como favoráveis para a sua Educação. Eram os castigos ou, segundo Jean Piaget (1896-1980), as sanções expiatórias. Ir para o quarto mais cedo, ficar sem ver TV, perder o recreio ou ficar sem a hora do parque foram alguns dos castigos experimentados por muitos de nós e que ainda são amplamente utilizados pelas famílias e na escola.
Entretanto, do ponto de vista da psicologia moral, sabemos que consequências desvinculadas do ato não trazem a tomada de consciência necessária no processo de construção da personalidade ética. Os castigos acabam agindo sobre as pessoas e não sobre os comportamentos. “Mas não é a mesma coisa?”, você poderia perguntar. Na verdade, não. O castigo serve para que o indivíduo cumpra uma pena para causar sofrimento, com o objetivo de que ele obedeça  novamente às regras e não repita a ação. No entanto, pela relação entre o delito e a sanção utilizada ser arbitrária, após cumprir a pena, o sujeito se sente livre para repetir os mesmos atos, sem que tivesse parado para pensar que poderia agir de outra maneira. Até porque a tomada de consciência é favorecida quando não há um sentimento negativo que possa inibi-la. Por exemplo: se a criança, o jovem, o adolescente ou o adulto se sentir humilhado e/ou injustiçado com o tipo de sanção aplicada, seus sentimentos dificultam uma reflexão acerca do próprio comportamento, gerando ainda mais raiva, indignação e rebeldia.
Se a ideia é buscar uma reparação, seja ela física, emocional ou social, precisamos pensar em uma sanção que aja sobre o comportamento e seja mais desejável e justa para todos os envolvidos. Piaget as chamou de sanção por reciprocidade.  Elas preveem acoerência entre causa e consequência e são menos coercitivas, incidindo na ruptura do elo social e posicionando o infrator a respeito da natureza e das consequências de sua violação nas relações com as outras pessoas. Além disso, auxiliam na coordenação das diferentes perspectivas, o que permite ao sujeito colocar-se no lugar do outro e perceber o ponto de vista daquele que sofreu o efeito de sua ação.
E quais seriam as sanções por reciprocidade? Abaixo, falo sobre alguns tipos, mas, antes, ressalto que a aplicação delas deve ser precedida de alertas descritivos que não podem ser confundidos com ameaças.
- Excluir temporariamente do grupo ou da atividade: depois de fazer alertas do tipo “sua atitude não está contribuindo com o trabalho, podemos contar com sua colaboração ou prefere ficar fora dela?”, afastar o aluno por alguns minutos.
- Privar de alguma coisa que foi quebrada: deixar as crianças sem usar algum objeto, explicando o motivo: “O uso desse objeto depende também da sua conservação. Dessa vez, não poderei emprestar até que você consiga usá-lo sem estragar”.
- Permitir a intervenção dos pares: normalmente, os próprios colegas afastam ou impedem quem não agiu de maneira positiva de participar da atividade ou da brincadeira, uma consequência natural e extremamente importante para provocar a reflexão do infrator.
- Encorajar a reparação: diante de um dano causado pelo aluno, seja na tarefa de um colega, no mobiliário ou a alguém, é preciso incentivar, por meio de perguntas do tipo “Como você pode fazer para que ele se sinta melhor?”, a busca por soluções, entre as quais estão limpar algo que sujou, fazer o orçamento de algum serviço de reparo a um dano que causou e auxiliar nos curativos de um ferimento que provocou.
- Censurar sem punir: quando uma regra é violada, segundo Piaget, basta que a ruptura do elo social, provocada pelo culpado, faça sentir seus efeitos; em outras palavras, basta colocar para funcionar a reciprocidade. Atitudes que atrapalham a aula, por exemplo, precisam ser apontadas e relacionadas à quebra do contrato social de aprendizagem. Nesse caso, o próprio grupo intervém e rompe com o par. Ou seja, situações em que a confiança do grupo é abalada por comportamentos negativos, vale usar a reciprocidade social.
Não há dúvida que muitos profissionais confiem e se sintam mais aliviados com castigos e punições. Mas precisamos sempre voltar à nossa pergunta norteadora: “Queremos educar para a autonomia?”. Se sim, as sanções devem ser revistas para funcionarem como consequência dos atos, buscando reparação, e não como castigos.
Fonte:http://gestaoescolar.abril.com.br/blogs/aluno-em-foco/2015/08/28/que-atitude-tomar-quando-a-conversa-nao-resolve-mais/
acessado em 05/11/2015

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Como a Escola 3.0 pode renovar a educação

“No atual modelo de ensino, o professor dá o método de estudar e os alunos o fazem. No modelo que proponho é o contrário: são eles quem criam o método”, diz Sugata Mitra, professor na Universidade de Newcastle e docente visitante do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. A interconectividade, propiciada pelas novas tecnologias, fez emergir um novo jeito de aprender, baseado na troca de experiências e conteúdos entre as pessoas. A investigação e a colaboração estão na pauta como motores de aprendizagem.
Com tantas ferramentas à disposição para aprender e compartilhar, a geração Y exige das escolas uma veloz revolução nas metodologias de ensino capazes de sedimentar uma estrada sólida para a Educação 3.0. Esse termo, para quem desconhece, foi usado pela primeira vez em 2007 por Derek Keats, professor da Universidade de Witwatersrand, de Joanesburgo (África do Sul), como reconhecimento do aprendizado por meio de métodos formais ou informais; da reutilização de conteúdos de aprendizagem e do impacto, na educação, do aprendizado colaborativo e personalizado.
Entretanto, apesar das novas possibilidades no processo de ensino e aprendizagem, as escolas, os educadores e os gestores ainda encontram dificuldade em colocar em prática um novo jeito de “fazer acontecer”. A experiência tem mostrado que o gatilho do processo consiste em despertar o interesse do aluno pelo tema apresentado. Nas palavras de Mitra, será preciso provocar o desconhecido e permitir, definitivamente, a utilização da ferramenta de que eles mais entendem (e veneram): a tecnologia.
Na Educação 3.0, a escola é um local em que “alunos e professores produzem em conjunto, empregam ferramentas tecnológicas apropriadas para a tarefa e aprendem a ser curiosos e criativos”. Um exemplo é o Connecting Classrooms, programa global pioneiro do British Council. Trata-se de um excelente exemplo de como a educação do século XXI pode derrubar fronteiras por meio do uso das tecnologias digitais. O projeto visa formar cidadãos com uma visão mais global acerca da realidade de outros países e, assim, prepará-los para os desafios futuros. Para isso, conecta e estimula a troca de experiências e conhecimento entre estudantes dos ensinos fundamental e médio dos quatro cantos do planeta, por meio de um sistema de parceria entre as escolas.
Preparar os estudantes dessa nova geração para o mercado de trabalho é outra questão que irá exigir – e já está exigindo – nova postura dos educadores, que deve ser orientada para a sociedade do conhecimento. Uma boa forma para entender isso é olhar o atual processo seletivo de trainees de grandes empresas: podem concorrer às vagas estudantes dos mais variados cursos, e não somente aqueles diretamente relacionados à área de atuação da companhia. E isso vale tanto para empresas nascidas já na era da internet quanto para as cinquentenárias. Nesse sentido, o impacto desse novo modo de aprender é igualmente revolucionário para os próprios educadores.
A Educação 3.0 tem criado uma mobilização em todo o mundo e originado comunidades de educadores e gestores educacionais, oferecendo-lhes a oportunidade de trocar experiências e conteúdos de maneira sem precedentes. Nas palavras de Paulo Freire: “Ninguém ignora tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”.
Com essa integração digital, ganham espaço novas ferramentas, como as redes sociais “fechadas”. O conceito de rede social é o mesmo já conhecido, porém, nesse caso, o ambiente é voltado para o crescimento e o desenvolvimento colaborativo de seus integrantes, capaz de proporcionar a troca de informações, conteúdos e completa interatividade entre os diversos públicos da comunidade educativa ou empresarial.
O propósito é oferecer, de maneira simples e descomplicada, informação qualificada e inteligente para a tomada de decisões estratégicas, apoiada nos conceitos de conveniência, facilidade, relevância e pertinência. Por meio da interação propiciada pela ferramenta, estudante, gestor ou educador recebem e trocam, em ambiente seguro e restrito, as informações que contribuem para o processo de aprendizagem em suas escolas.
Nesse novo ambiente educacional, o professor não somente ensina, mas principalmente aprende. Ele deve estar pronto para lidar com alunos e famílias cada vez mais conectados e informados e que, muito mais do que mestres, querem encontrar mentores capazes de facilitar o processo de aprendizado dos alunos e que estejam aptos a direcioná-los  à solução de problemas que enfrentarão na construção de uma sociedade melhor. Assim, é preciso aperfeiçoar o curso de Pedagogia e também capacitar professores, mas com foco em resultados. Fazer com que o aprendizado e os investimentos em capacitação se transformem, de fato, em resultado para os alunos. Vamos partilhar e aprender!

Fonte:http://www.gestaoeducacional.com.br/index.php/colunistas-ge/marcelo-freitas/1000-como-a-escola-3-0-pode-renovar-a-educacao
acesso em 04/11/2015

A pedagogia da Educação 3.0

Resolução de problemas que valem a pena
Isso não significa resolver as questões tradicionais que ocupam o tempo das aulas atualmente. Os alunos devem solucionar problemas que a sociedade precisa resolver para avançar. Eles precisam trabalhar em conjunto para estudar questões que sejam tanto de interesse público como acadêmico. Caso esse processo demande o aprendizado de algum conteúdo tradicional (como equações matemáticas ou fórmulas da física), os estudantes deverão aprendê-lo, mas não de maneira isolada, e sim inserida em um contexto maior.
Trabalho produtivo em grupo
Os alunos raramente trabalham sozinhos; geralmente, cada um é responsável por um aspecto do trabalho do grupo. Eles usam as ferramentas digitais de comunicação para colaborar com professores, especialistas e colegas ao longo do trabalho. Essa rotina se assemelha à dos adultos nos escritórios e laboratórios.
Pesquisas autodirecionadas
As pesquisas são direcionadas à resolução dos problemas já descritos e quase sempre são originais. Dificilmente um grupo estuda o mesmo tópico do ano anterior ou a turma toda pesquisa o mesmo assunto. As fontes de estudo também aumentam gradativamente por meio de arquivos e redes digitais.
Contação de histórias
Explicar, publicar, apresentar e convencer são habilidades importantes para todos os estudantes na Educação 3.0. Ao longo de toda sua carreira acadêmica, eles são obrigados a compor, preparar e expor ideias por meio de apresentações em público, reuniões e debates – tal qual no ensino superior e no mercado de trabalho.
Uso das ferramentas adequadas
Lápis e papel são coisas do passado. Em vez disso, os alunos agora devem usar ferramentas que sejam mais adequadas para a resolução dos problemas: computadores, calculadoras, dispositivos móveis (como smartphones tablets) etc. Aprender a trabalhar com programas de computador também é essencial.
Ser curioso e criativo
Em uma escola 3.0, curiosidade e criatividade são hábitos da mente e métodos de trabalho que precisam ser ensinados, praticados e incentivados em todas as áreas de ensino. Sem essas características, os estudantes encontrarão mais dificuldades para obter sucesso no ensino superior e no mercado de trabalho. O ideal é que todo dia os alunos terminem as aulas com uma sensação de fascínio sobre o que foi aprendido ao longo do dia.

Fonte: Princípios da Educação 3.0, escrito por Jim Lengel. Disponível em:lengel.net/ed30/principles.html (texto em inglês)

terça-feira, 3 de novembro de 2015

As tendências de consumo e a gestão das escolas

A necessidade crescente de melhorarias na qualidade dos serviços que prestam tem feito com que cada vez mais as escolas sejam geridas com maior profissionalismo. Nesse particular, seus gestores demandam, também em escala crescente, ferramentas que possam lhes oferecer informações confiáveis, pertinentes e relevantes. Esses instrumentos de gestão, a exemplo do que acontece em empresas de outros segmentos, são de fundamental importância para os planejamentos de curto, médio e longo prazos e contribuem com inestimável valia na perspectiva de ajudar o gestor a vislumbrar tendências e cenários que, eventualmente, possam impactar o mundo da educação.
Mas esses instrumentos sozinhos não podem cumprir o papel de qualificar a gestão da escola ou agregar valor aos seus serviços. É importante que os gestores façam a sua parte. Olhar à sua volta com olhos críticos e fixar um ponto no horizonte são atitudes que contribuem muito para essa tarefa. Entender as mudanças sociais, tecnológicas, ambientais e tantas outras é fundamental para perceber o caminho que os consumidores estão trilhando e em que estão se baseando para tomar suas decisões de compra. E é nesse momento que surgem as chamadas tendências de consumo.
Uma tendência de consumo pode ser definida como uma nova manifestação entre os consumidores – no comportamento, na atitude ou na expectativa – de uma necessidade humana fundamental, um desejo ou uma vontade. Ao se atentar às tendências de consumo, pode-se identificar melhor as demandas emergentes ainda não atendidas. Um novo comportamento, uma nova atitude ou opinião, uma nova expectativa. Qualquer um deles pode ser base para uma tendência de consumo, a qual é particularmente importante quando buscamos inovar, nos antecipar ao mercado e projetar situações que poderão impactar diretamente o negócio.
O segmento educacional tem sido, nos últimos anos, impactado pelas mudanças do ambiente, por uma nova maneira de olhar o mundo e, principalmente, por uma forma diferente de as pessoas tomarem suas decisões de compra. O ensino a distância (EaD), por exemplo, é a maior prova disso. Ele emergiu quando as pessoas começaram a dar grande valor à comodidade, à flexibilidade e à simplificação dos processos. Isso gerou mudança de hábitos de compra em outros segmentos e, como decorrência, também na educação. Antes, para assistir a uma aula ou participar das atividades de aprendizagem, era preciso ir à escola. Com a revolução tecnológica e a disponibilização de facilidades para executar tarefas a distância (como pagar contas e requerer uma segunda via de documentos), essa facilidade foi também incorporada pelos consumidores que compram serviços educacionais e/ou realizam tarefas, como adquirir conhecimentos.
No caso dos gestores educacionais, entretanto, é preciso atenção para distinguir os modismos das tendências. Os primeiros são passageiros, vão e vêm. Já as tendências emergem e se desenvolvem. Isso significa que elas surgem quando uma mudança externa desbloqueia novas maneiras de atender antigos desejos e necessidades humanas. Na verdade, elas apontam direções e caminhos.
Outro fato corriqueiro nos processos de gestão é confundir tendências com pesquisas. A pesquisa de mercado tradicional é essencialmente um olhar para trás, uma vez que é realizada com base em dados colhidos sobre hábitos de consumo já praticados, no presente ou no passado. E mais: a pesquisa é normalmente limitada pelo que os próprios consumidores conseguem articular sobre suas necessidades, seus desejos e seus comportamentos. Ou seja, elas não conseguem olhar muito além do que a sua realidade apresenta, porque o próprio consumidor, muitas vezes, não tem ideia do quanto as coisas poderiam ser diferentes. Um bom exemplo é nos lembrarmos do que inovadores como Henry Ford e Steve Jobs pensam a respeito. É oportuno ressaltar que dados são importantes e podem dar suporte à análise de tendências, porém não são verdades em si mesmos.
A grande vantagem de vislumbrar as tendências é que a educação é um processo de longo prazo e a validade de seus serviços, na maior parte dos casos, só será constatada anos depois. Nesse particular, como lidar com as tendências de consumo se novos produtos e serviços e novas campanhas não deixam de ser “apostas no futuro”? A resposta é que, de uma maneira ou de outra, hábitos de consumo modelam a forma pela qual se tomam decisões de compra e, mais que isso, ajudam a entender o processo que leva a elas. Os valores e o tipo de conhecimento que integram esse processo são particularmente importantes não só para trabalhá-los nos processos de desenvolvimento pessoal, mas também para promover inovações. Estas, por sua vez, trazem em seu bojo rupturas significativas que podem demandar novos conhecimentos, novas habilidades e atitudes. E isso tem tudo a ver com a educação.
O fato é que, seja qual for a ferramenta adotada pelo gestor, é sempre bom lembrar que há muitas variáveis envolvidas no trabalho de avaliar tendências. Nesse aspecto, o bom gestor deverá centrar o foco não só nas tendências em si, mas principalmente nas oportunidades que elas sinalizam. Tendências são apenas sinais e caminhos que, no fundo, servem a um propósito maior: a busca por inovação. Para uma escola, tanto na ótica da gestão quanto do produto, conhecer as demandas futuras implica antecipar medidas gerenciais, criar modelos de funcionamento e oferecer diferenciais que considerem as ofertas de valor como ponto principal de decisão de compra. É aí que a escola ganha competitividade e se torna proativa.  
Mas quais tendências usar? Quando as usar? Bem, isso depende de você, caro gestor. Comece por conhecer bem sua própria marca, os valores que ela pretende transmitir, seu público e projeto educativo, suas capacidades e seus potenciais consumidores. Adapte-se à tendência de acordo com isso e deixe que as necessidades e os desejos emergentes dos consumidores sejam sua âncora.

Fonte:http://www.gestaoeducacional.com.br/index.php/colunistas-ge/marcelo-freitas/1069-as-tendencias-de-consumo-e-a-gestao-das-escolas
acessado em 03/11/2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Plano de Sequência Didática: INTERVENÇÃO DISCIPLINAR ESCOLAR

Plano de Sequência Didática

INTERVENÇÃO DISCIPLINAR ESCOLAR: A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA APRENDIZAGEM
Flavio Cesar Franco Nascimento

Objetivos
Promover uma mudança de olhar em relação à indisciplina, no âmbito escolar  e suas possíveis causas, bem como propor ações para amenizar o problema estudando conceitos de desenvolvimento moral e ético e adotando-os como conhecimento necessário ao processo educacional. Além disso:
  •    Estimular a equipe pedagógica a refletir sobre a própria postura;
  •    Promover palestras de sensibilização de escola, pais e comunidade local;
  •   Organizar grupos de estudo para estudar os problemas de indisciplina e descobrir os fatores que contribuem para o aumento dela;
  •    Verificar qual a metodologia de trabalho utilizada para lidar com os problemas de indisciplina na sala de aula;
  •   Estimular a coletividade, autonomia e habilidades de cada aluno, utilizando os materiais disponíveis no recreio dirigido;
  •    Trabalhar regras de convivência nos momentos dos jogos de recreação;
  •    Contribuir para que a escola se torne um espaço prazeroso de se conviver
  •    Melhorar o relacionamento e o convívio entre os alunos. 

Conteúdo curricular
Disciplina Escolar

Série ou ano escolar
5º ano ao EM.

Tempo Estimado
4 meses.

Material Necessário
Computador para confecção de materiais, textos, questionários, palestras, etc; vídeo projetor, caixa de som e microfone, utilizados nas palestras e reuniões, mostrando vídeos, musicas, slides; jogos gigantes em lona para o momento do intervalo, compondo o recreio dirigido; carro para visitações, máquina fotográfica, entre outros.

Referências Bibliográficas
ALMEIDA, Daniele. À beira do caos. Nova Escola, n. 218, p. 84-87, dez. 2008.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação do temas transversais ética. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, MEC/SEF, 1997.v. 8.
CASASSUS, Juan. O clima emocional é essencial para haver aprendizagem. Revista Escola, n. 218, p. 28-32, dez. 2008.
FERNANDES, Celina. Revista Escola, n. 222, p. 34, 2009.
GROPPA, Julio Aquino (Org.). Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. 2. ed. São Paulo: Summus, 1996.
______. Violência na escola, violências da escola. Nova Escola, n. 152, p. 22, maio 2002.
LA TAILLE, Yves de. A indisciplina e o sentimento de vergonha. In: GROPPA, Julio Aquino (Org.). Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. 2. ed. São Paulo: Summus, 1996. p. 9-24.
LEVISCHI, Beatriz. De portas abertas para a sociedade. Nova Escola, n. 1, p. 31-37, ago. 2008. Edição especial.
MALDONADO, Maria Tereza. Comunicação entre pais e filhos: a linguagem do sentir. 8. ed. Petrópolis:  Vozes, 1986.
REGO,T.C.R.; A indisciplina do ponto de vista dos professores e dos alunos. In: Aquino, J.G (org ). Indisciplina na Escola.11 ed. São Paulo: Summus, 1996.p 87 et seq.
REPULHO, Cleuza. Assim não dá! Culpar a família pelo desempenho do aluno. Nova Escola, n. 222, p. 30, mai. 2009.
TAYLLE,Y.de L. A indisciplina e o sentimento de vergonha. In: Aquino, J.G (org ). Indisciplina na Escola.11 ed. São Paulo: Summus, 1996.p 87 et seq.
VASCONCELLOS, Celso  dos S. Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. 7.ed. São Paulo: Libertad, 1996.
VASCONCELLOS, Celso dos S.: Os Desafios da Indisciplina em Sala de aula. São Paulo: Fde, 1997.
VICHESSI, Beatriz. O que é indisciplina? Nova Escola, n. 226, p. 78-89, out. 2009.

Desenvolvimento
Na atual conjuntura a indisciplina é um dos fatores que mais dificulta o desenvolvimento das atividades pedagógicas no âmbito escolar. As causas são diversas e neste sentido a família e a escola estão em constante embate atribuindo uma à outra a responsabilidade pela exposição de regras para as crianças, regras estas que na maioria dos casos chegam até eles como forma de imposição, não levando a uma reflexão uma vez que ele não participou do processo de elaboração das mesmas.
A indisciplina representa um problema a ser pensado sob a perspectiva da gestão escolar, pois se configura como um complicador  ao exercício do trabalho pedagógico. É preciso lançar um olhar diferenciado sobre o problema para que se consiga descobrir em quais momentos ela é mais acentuada e quais fatores sociais, pedagógicos e psicológicos contribuem para que ela aconteça.
É necessário, abordar o tema considerando sua complexidade e os obstáculos que se agigantam no meio do caminho, contudo assumindo cada um sua responsabilidade e comprometendo-se em observar o espaço escolar continuamente, fazer investigações para que a realidade uma vez percebida de diversas formas possa ser mudada. Neste processo faz se necessário trabalhar  a relação professor-aluno estreitando laços, e criando junto com os educandos as regras de convivência do espaço escolar para que se sintam parte de uma organização, de um sistema, de uma instituição.
Com objetivo de mediar este embate e sensibilizar escola, família e comunidade para a responsabilidade de cada um no papel de educador, estamos propondo o seguinte plano de ação. Plano este  que  traz em seu bojo um estudo sobre a Indisciplina no âmbito escolar  e suas possíveis causas, bem como propõe ações para amenizar o problema.

Ação 1:
Organizar grupos de estudo na escola para pensar e repensar as questões da indisciplina, bulling e violência na escola a fim de estarem continuamente engajados na luta contra o problema.
Os grupos terão encontros periódicos a cada mês (escolas de pais, reuniões em sala como mesa redonda) e serão formados pelos professores, pais de alunos e representantes da comunidade, contando com palestras de especialistas como conselheiro tutelar, psicólogos, professores, policiais e outros. Vídeo aulas, leitura compartilhada de textos sobre os temas abordados e projetos que deram certo em outras instituições serão inseridos, levando-os para casa e retornando posteriormente com propostas de atuação ou lendo em grupo e buscando um consenso.

 Ação 2:
Fazer registro de sala de aula “através dos professores” e espaço escolar ”através dos monitores e vice direção”, a fim de perceber qual o foco da indisciplina em cada sala bem como nos momentos de recreação e deste modo trabalhar em cima dos pontos corretos visando um melhor resultado.

Ação 3:
Buscar parceria com Conselho Tutelar, agentes comunitários, psicólogos e assistentes sociais a fim de sensibilizar as famílias e comunidade local para os prejuízos causados pela indisciplina no espaço escolar. Procurando através de palestras, jogos, gincanas e outros eventos aproximá-los mais da escola para que compreendam como funciona o ambiente, suas complexidades e a necessidade de estarem engajados na luta contra o Bulling, a violência e a indisciplina geral e em sala de sula.

Ação 4:
Elaborar e aplicar o Projeto Recreio Dirigido contando com a participação e organização da coordenação, professores e alunos, a fim de tornar o espaço tempo mais ordenado nos maiores momentos de conflitos (em anexo). Tem-se como meta de igual modo através desta ação estimular a coletividade, autonomia e habilidades de cada aluno nos momentos dos jogos e brincadeiras que serão promovidos, além de diminuir a incidência de acidentes.

Ação 5:
Visitar os alunos com dificuldade disciplinar e juntamente com a família e o aluno, montar estratégias de melhoria de atitudes.

Ação 6:
Recapitulação das regras entre os professores e seus alunos (Elas geralmente são construídas no primeiro dia ou semana de aulas, lavrando um documento chamado de acordo didático, para cada turma). O aluno se sente participante do processo de elaboração deste conjunto de regras com seus direitos e deveres explícitos.

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES (estratégias da proposta):
Ações
Envolvidos
Período
Organizar grupos de estudo na escola para pensar e repensar as questões da indisciplina, bullyng e violência na escola
Equipe diretiva
Pais
Professores
Funcionários
julho 2015
Buscar parceria com Conselho Tutelar, agentes comunitários, psicólogos e assistentes sociais a fim de sensibilizar as famílias e comunidade local
Equipe diretiva
agosto 2015
 Fazer registro de sala de aula e espaço escolar a fim de perceber qual o foco da indisciplina
Professores
Equipe diretiva
Funcionários
agosto 2015
Elaborar e aplicar o Projeto Recreio Dirigido contando com a participação e organização da coordenação, professores e alunos
Equipe diretiva
Professores
Alunos
Funcionários
setembro 2015
Visitar os alunos com dificuldade disciplinar
Equipe diretiva
Professores
setembro 2015
Elaboração do acordo didático
Professores
Alunos
Imediatamente

 Avaliação
Por meio de questionários, pedir aos alunos, funcionários e pais que analisem os avanços no processo (em anexo).
Observar a colaboração e inclusão dos alunos, anotar o que foram capazes de realizar sozinhos e em grupo, analisar o quanto cada aluno avançou no trajeto, avaliando a evolução da disciplina em geral e especificamente nas turmas envolvidas.



ANEXOS
Questionário - Alunos
(avaliação disciplinar)

1.Como você avalia a disciplina em sala de aula?
(   )Ótima     (   )Boa     (   )Regular     (   ) Ruim     (   )péssima     (   )não sei responder
2. Como você avalia a disciplina nas aulas ministradas no ginásio ou áreas externas (educação física)?
(   )Ótima     (   )Boa     (   )Regular     (   ) Ruim     (   )péssima     (   )não sei responder
3. Como você avalia a disciplina nas aulas realizadas no Laboratório, Biblioteca ou informática?
(   )Ótima     (   )Boa     (   )Regular     (   ) Ruim     (   )péssima     (   )não sei responder
4. Como você avalia a disciplina nos corredores ou pátio no momento do intervalo?
(   )Ótima     (   )Boa     (   )Regular     (   ) Ruim     (   )péssima     (   )não sei responder
5. Como é o trabalho dos professores para garantir a disciplina em sala de aula?
(   )Ótimo     (   )Bom     (   )Regular     (   ) Ruim     (   )péssimo     (   )não sei responder
6. Como é o trabalho dos monitores para garantir a disciplina nos pátios e no intervalo?
(   )Ótimo     (   )Bom     (   )Regular     (   ) Ruim     (   )péssimo     (   )não sei responder
7. Como você percebe o trabalho da direção para garantir a disciplina em geral?
(   )Ótimo     (   )Bom     (   )Regular     (   ) Ruim     (   )péssimo     (   )não sei responder
8. A disciplina em geral vem melhorando do inicio do ano até agora?
(   ) Sim     (   ) não     (   ) piorou     (   )não sei responder
9. Quais as maiores ocorrências de indisciplina em sua turma?
(   ) Desrespeito com colegas (palavrões, xingamento, bate boca);
(   ) Agressividade (empurrões, socos, tapas);
(   ) Desrespeito com professores e funcionários;
(   ) Danos a Materiais  e objetos de uso coletivo;
(   ) Desinteresse na realização de tarefas e atividades propostas;
(   ) Brincadeiras durante a aula;
(   ) Saída sem permissão;
(   ) Uso de celulares/eletrônicos na sala de aula
(   ) Outros______________________________________________________________
_______________________________________________________________________

Projeto Recreio Dirigido

Justificativa
O recreio escolar ou intervalo das aulas é um momento presente na vida de todo estudante. Acompanha-o da educação infantil à Pós – Graduação.
Que a hora do recreio é hora do lanche, lazer e descanso, todos já sabem. O grande desafio é fazer deste período um momento lúdico, proporcionar a interação e a integração entre os alunos, construindo assim, as relações sócias- afetivas.
O período do recreio é o momento em que quase todos os alunos se reúnem. Geralmente as brincadeiras de correr, pular e lutar são as preferidas pelos alunos, principalmente pelos meninos, o que ocasionam acidentes e pequenas confusões. No intuito de amenizar esses pequenos incidentes e proporcionar um ambiente mais saudável, o Projeto Recreio Dirigido, visa oferecer brinquedos e atividades lúdicas e mais adequada ao espaço e ao momento.

Objetivo Geral
Conscientizar nossos alunos quais são as ações, atitudes e procedimento mais correto para horário e espaço físico da escola, bem como oferecer atividades lúdicas e brinquedos variados confeccionados com sucatas e lona.

Objetivo específico
  • ·      Criar uma nova cultura de recreio na comunidade escolar.
  • ·     Resgatar as brincadeiras mais saudáveis que não fazem mais parte do repertorio de brincadeiras de nossos alunos atualmente.
  • ·  Promover durante o período do recreio um ambiente fortalecedor e das relações sócias e minimizar os comportamentos agressivos, proporcionando aos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, momentos de interação lúdica.
  • ·      Contribuir para tornar o espaço mais prazeroso.


Publico alvo
Alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, e 6º ano ao Ensino Médio.

Etapas de desenvolvimento do projeto
1ª Etapa: Sensibilização e conscientização dos alunos sobre o que deve e não deve ser feito no horário do recreio.
 Responsáveis: professores, vice diretor e orientador

2ª Etapa: organização do programa de atividades do recreio.
Responsáveis: vice diretor, coordenador e orientador.

3ª Etapa: implantação do projeto – momento em que as atividades são aplicadas conforme o planejado e onde será avaliado a participação de todos os envolvidos no Projeto e fazendo os reajustes necessários.
Responsáveis: vice diretor, Monitores. coordenador e orientador.

Atividades – Brincadeiras
·         Jogos como: dama, jogo da memória, dominó, pega varetas, elásticos, cordas e outros.
·         Resgate de brincadeiras como: amarelinha, passa anel, pula elástico, brincadeira de roda etc..
·         Além de brinquedos trazidos pelas crianças.

Cronograma
·         2ª feira – Pingue pongue, queimada na quadra
·         3ª feira – jogo da velha, boliche, dama.
·         4ª feira – Corda, elástico e peteca.
·         5ª feira – Pingue pongue, queimada na quadra
·         6ª feira – brinquedos trazidos pelos alunos.

Conclusão
Uma vez implantado o Projeto Recreio Dirigido, espera-se que os alunos mudem os comportamentos agressivos e a correria pelo pátio, incorporando novas posturas/atitudes.